Organizaciones piden proteger al último sobreviviente de tribu aislada en la Amazonía tras difusión de video

Las imágenes que muestran al hombre fueron difundidas la semana pasada una agencia del gobierno de Brasil, pero fueron grabadas el 2011.

Las imágenes fueron difundidas la semana pasada. | Fuente: Facebook Funai-Fundação Nacional do Índio

La organización de defensa de los derechos de pueblos indígenas Survival Internacional pidió este lunes proteger a tribus aisladas en Brasil, luego de que se divulgasen imágenes de quien se cree es el único sobreviviente de un pueblo diezmado en la Amazonía. La Fundación Nacional del Indio (Funai), una agencia del gobierno brasileño, difundió la semana pasada imágenes de un hombre cortando un árbol con un hacha en medio de la floresta. El video fue grabado en 2011 pero no había sido divulgado. Debido a evidencias encontradas este año, se cree que continúa con vida.

Según esa entidad, el hombre vive en la Tierra Indígena Tanaru, en el estado de Rondonia (limítrofe con Bolivia), y se presume que ha estado 22 años recorriendo solo la floresta, luego de que su pueblo sucumbiese ante las incursiones de hacendados y explotadores de madera. "Después del último ataque de hacendados a finales de 1995, el grupo que probablemente ya era pequeño (a partir de relatos, se estimaba que eran seis personas), se redujo a un individuo", precisó la Funai, que depende del ministerio de la Justicia.

De acuerdo con datos de esta organización, hay 107 registros de presencia de grupos indígenas aislados en Brasil, un número que varía según los reportes.  "Es imposible saber cómo el único sobreviviente de ataques genocidas se siente al haber asistido al asesinato de su comunidad", dijo a la agencia AFP Fiona Watson, directora de investigación y campaña de Survival Internacional.  El video "prueba que él existe y es una respuesta para algunos políticos y gente del agronegocio que acusan a la Funai de inventar indígenas no contactados", agregó.

Índio Isolado da TI Tanaru - O sobrevivente que a Funai acompanha há 22 anos

Índio Isolado da TI Tanaru - O sobrevivente que a Funai acompanha há 22 anos Imagine passar 22 anos observando uma só pessoa. Planejando ações de vigilância do território onde vive, garantindo sua proteção contra ameaças externas. Nenhuma palavra trocada. Todo contato consistindo em fornecer alguns objetos que poderiam ser úteis para a sua sobrevivência. É esse o trabalho realizado pela Funai na Terra Indígena (TI) Tanaru, onde vive o indígena isolado popularmente conhecido como o “índio do buraco”. A Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé (FPE Guaporé) é a unidade da Funai responsável pelo monitoramento dos seus processos de ocupação e pela proteção da TI Tanaru. Esse trabalho é realizado constantemente. Periodicamente a FPE Guaporé alterna ações de monitoramento da TI Tanaru com ações de vigilância do entorno de seu território, garantindo sua proteção. Quando há a presença confirmada ou possível de povos indígenas isolados fora de limites de terras indígenas, a Funai utiliza o dispositivo legal de Restrição de Uso (interdição de área), amparando-se no artigo 7.º do Decreto 1775/96; no artigo 231 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; e no artigo 1.º, inciso VII da Lei nº 5371/67, visando a integridade física desses povos em situação de isolamento, enquanto se realizam outras ações de proteção e tramitam processos de demarcação de terra indígena. A atual delimitação da TI Tanaru foi estabelecida em 2015, por meio da Portaria do Presidente da Funai de número 1040 de 16 de outubro, que prorrogou a interdição de área por mais 10 anos. A área demarcada possui 8.070 hectares. Não obstante, as primeiras interdições de área ocorreram já na década de 1990, logo após a confirmação da existência do índio isolado da TI Tanaru. É bastante traumático o histórico do povo indígena ao qual pertence. Na década de 80, a colonização desordenada, a instalação de fazendas e a exploração ilegal de madeira em Rondônia, provocaram sucessivos ataques aos povos indígenas isolados que até então viviam nessas regiões, num constante processo de expulsão de suas terras e de morte. Após o último ataque de fazendeiros ocorrido nos finais de 1995, o grupo que provavelmente já era pequeno (a partir de relatos, a equipe local acreditava serem seis pessoas) tornou-se uma pessoa só. Os culpados jamais foram punidos. Em junho de 1996, a Funai teve finalmente o conhecimento da existência e da traumática história deste povo, a partir da localização de acampamento e outros vestígios de sua presença. Quando a Funai finalmente confirmou sua presença, já havia apenas uma pessoa. No entanto, outros indícios anteriores levaram os servidores a crer que ali residia um grupo maior. Nos últimos 10 anos, a Funai realizou 57 incursões de monitoramento do indígena e cerca de 40 viagens para ações de vigilância e proteção da TI Tanaru. Até a presente data a FPE Guaporé localizou 48 moradias, documentadas conforme a metodologia da Funai. Ao longo do tempo, foram registradas várias imagens suas, obtidas por acaso, durante as ações da FPE Guaporé no interior da TI Tanaru. Mesmo com uma equipe reduzida, a Funai não mediu esforços para estar presente, vigiando o entorno e monitorando suas condições de vida. “A gente sempre sabe mais ou menos em qual igarapé e em qual parte da terra indígena ele se encontra. Monitoramos ele de longe”, afirma Altair Algayer, Coordenador da FPE Guaporé. Há mais de 5 anos não se observam invasões de madeireiros, desmatamentos e nenhuma outra presença de pessoas estranhas dentro dos limites da área. A partir da confirmação da presença dele, em 1996, a Funai realizou algumas tentativas de contato, mas logo recuou ao perceber que não era da vontade dele. A última tentativa ocorreu em 2005. Deste então, os servidores que o acompanham deixam apenas algumas ferramentas e sementes para plantio em locais que ele passa frequentemente. Por volta de 2012, a Funai registrou algumas roças de milho, batata, cará, banana e mamão plantadas pelo indígena, que vive basicamente desses alimentos e da caça. O que surpreende os servidores que acompanham a trajetória do indígena isolado da TI Tanaru é a sua vontade de viver. Para Altair, “Esse homem, que a gente desconhece, mesmo perdendo tudo, como o seu povo e uma série de práticas culturais, provou que, mesmo assim, sozinho no meio do mato, é possível sobreviver e resistir a se aliar com a sociedade majoritária. Eu acredito que ele esteja muito melhor do que se, lá atrás, tivesse feito contato”. Compete à Funai, por meio CGIIRC e das CFPEs, garantir aos povos isolados o pleno exercício de sua liberdade e das suas atividades tradicionais, disciplinando o ingresso e trânsito de terceiros em áreas em que se constate a presença de indígenas como Tanaru, tomando as providências necessárias à proteção desses povos. Carol Vilela - ASCOM/FUNAI Com informações da CGIIRC e FPE Guaporé Leia a matéria em nosso Portal: http://www.funai.gov.br/index.php/comunicacao/noticias/4972-indio-isolado-da-ti-tanaru-o-sobrevivente-que-a-funai-acompanha-ha-22-anos

Publicado por Funai-Fundação Nacional do Índio en Miércoles, 18 de julio de 2018

Buscan salvarlo

La Funai señala que este hombre vive de la caza y de cultivos de mandioca, banana, maíz y papaya. Hubo intentos de contacto, pero al no ser correspondidos, el equipo de Funai decidió limitarse a la observación y a dejar algunas herramientas y semillas que el último exponente de su tribu podría utilizar para sus actividades cotidianas.

"La Funai ha sufrido grandes cortes de presupuesto recientemente, y a comienzos de año cerró algunos puestos de protección en áreas donde viven pueblos no contactados (...). Nunca estos puestos han sido más vitales, en tanto crece la presión del agronegocio y la minería", agregó Watson, que elogió la política oficial de no forzar el contacto con las tribus aisladas. Más de 800 mil indígenas de 305 etnias y con 274 lenguas viven en Brasil, un país de más de 209 millones de habitantes, de acuerdo con datos oficiales.

AFP

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